EMBRIAGUÊS
meus olhos o fazem.
Sempre que vou ao mar,
tomo uma grande bebedeira.
Meus olhos embriagam-se de mar.
Banham-se no azul profundo,
bebendo cada gota de seus
mistérios .
Meus olhos têm vertigens,
perambulando entre os limites
móveis,
que separam a areia e as ondas.
Mas meus olhos ainda encontram
resquícios de sobriedade
e alongam-se até o horizonte,
na ânsia de encontrar o outro
lado...
E eis que lá no fundo, bem
fundo,
encontram o céu.
Maio de 2013
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